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3 dias presa na lama: Relembre a cruel história da menina que não pôde ser resgatada; últimas palavras comovem

A história da menina Omayra Sánchez ainda comove pessoas de todo o mundo.

UOL | Divulgação | Montagem Ingrid Machado
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Em dezembro de 1985, ocorreu uma das maiores tragédias naturais deixando cerca de 23 mil mortos na Colômbia. O vulcão Nevado del Ruiz entrou em erupção depois de 69 anos de dormência e devastou a pequena cidade de Armero em cerca de 10 minutos. Em meio à catástrofe, uma história em particular chamou a atenção. A menina Omayra Sánchez, de apenas 13 anos, foi a vítima mais marcante da tragédia.

Omayra vivia na cidade na companhia dos pais e de uma tia. No dia em que o vulcão Nevado entrou em erupção, a menina e o pai haviam deixado a mãe do aeroporto e retornado para casa. Apreensivos com a tragédia anunciada, a família não conseguiu pegar no sono naquela noite. No meio da madrugada, foram surpreendidos pela onda de lama e dejetos invadindo a residência.

O pai e a tia de Omayra não resistiram. Lutando pela vida, a menina conseguiu se mover pela lama e encontrar uma pequena fenda para que pudesse respirar. Omayra foi encontrada horas após por equipes de resgate apenas com uma parte do nariz para fora da lama. Voluntários conseguiram mover o corpo da menina, libertando-a da cintura para cima.

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Porém, a agonia da menina estava só no início. A equipe de resgate e mergulhadores profissionais constataram que a menina não poderia ser resgatada, já que uma grande quantidade de concreto já havia esmagado duas pernas. A possibilidade de amputação também foi descartada pela equipe, já que Omayra estava bastante debilitada e morreria com o procedimento.

Os últimos momentos

Foram 60 horas de agonia na tentativa de salvamento da menina. Equipes de jornalismo ficaram sabendo da história e foram até o local. Omayra aparentava calma e demonstrava esperança em ser resgatada. Após 3 dias de sofrimento, a menina passou a pedir doces e refrigerantes, parecendo se despedir da vida.

Em suas últimas palavras, Sánchez se despediu da mãe e sussurrou: “Adiós”. A morte da menina comoveu o mundo e até hoje é lembrada pela negligência do governo em não realocar os moradores da cidade antes da tragédia anunciada. Omayra morreu em decorrência de gangrena, hipotermia e um colapso pulmonar.

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