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Maconha é testada por cientistas no combate à Covid-19

Propriedades medicinais da Cannabis sativa são testadas contra à infecção pulmonar fatal.

Foto: Roberto Valdivia / Morning Brew Montagem: Richard Bromberg
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Propriedades anti-inflamatórias da maconha medicinal começam a ser investigadas para tratar alguns dos sintomas mais sérios de pacientes infectados pelo Covid-19. Cientistas israelenses do Centro de Inovação e Pesquisa sobre Cannabis Medicinal do Hospital Rambam, em Haifa, preparam-se para realizar daqui a três meses os testes clínicos, direcionados tanto à prevenção quanto ao tratamento da doença, nos pacientes atendidos pelo hospital.

Segundo o diretor científico do centro de inovação e líder da pesquisa, Igal Louria-Hayon, o foco dos experimentos será explorar o efeito de vários tipos de canabinoides (substâncias químicas naturais presentes na maconha) através das células brancas das pessoas infectadas pelo coronavírus.

“Nós começamos a entender que esses elementos encontrados na Cannabis tomam parte na comunicação das células com o sistema imunológico humano”, ele declarou ao site de notícias israelense “NoCamels.com”. Para realizar os estudos, estão sendo coletadas amostras de dezenas de pacientes que foram internados nas últimas semanas no hospital Rambam.

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Na visão dos pesquisadores, as propriedades anti-inflamatórias da maconha, já usadas para tratar doenças autoimunes e dores crônicas, entre outras enfermidades, serão também capazes de agir nos casos mais graves de Covid-19. Para o novo estudo, eles estão usando um complexo de mais de 100 canabinoides existentes em cada planta Cannabis, todos com potencial para agir contra os quadros de severa infecção dos pulmões que acometem alguns pacientes cujos organismos respondem ao coronavírus com uma reação imunológica exagerada e que pode levar à morte.

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Estudos recentes indicam que, quando o sistema autoimune do corpo humano reconhece um agente invasor, um grande número de células brancas são ativadas e liberam moléculas inflamatórias que se comunicam entre si, chamadas citocinas.

“É essa tempestade de citocinas que pode resultar numa inflamação fora de controle, capaz de se tornar mortal”, explica Louria-Hayon.

“Com base em nossos dados experimentais, nós consideramos que a planta Cannabis deverá interagir contra essas moléculas durante a doença causada pelo Covid-19”.

O objetivo principal do experimento israelense será aplicar o tratamento com as propriedades medicinais da planta antes que os pacientes desenvolvam o quadro de inflamação pulmonar grave. “Nossa meta é tratar a ‘tempestade inflamatória’ à medida que se desenvolve e antes que a condição de saúde do paciente se deteriore e seja necessário um ventilador”, diz o diretor científico do centro de pesquisas.

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