Fernando Collor defende auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia

Senador pelo estado de Alagoas, o ex-presidente opinou sobre parcelas extras do benefício.

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Ex-presidente da República e atual senador pelo estado de Alagoas, Fernando Collor foi mais um político a comentar sobre o auxílio emergencial em suas redes sociais. Collor foi presidente do Brasil entre 1990 e 1992, quando renunciou ao cargo, mas mesmo assim teve os direitos políticos cassados.

“O auxílio emergencial de R$ 600,00 vem sendo fundamental para milhões de brasileiros nesta crise. É imprescindível estender o benefício até o final da calamidade, com o mesmo valor. O Estado tem a obrigação de continuar a prover as necessidades mínimas da população vulnerável”, escreveu Collor no Twitter.

A postagem aparece em meio à discussão sobre extensão do auxílio emergencial. O benefício começou a ser pago em abril e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, já anunciaram que haverá ao menos duas parcelas extras. A discussão gira em torno do valor a ser pago.

Bolsonaro e sua equipe econômica querem valor menor do que os R$ 600 atuais. Alguns deputados, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, querem a manutenção do valor do pagamento atual.

Collor ficou marcado pelo confisco da poupança

Em sua trajetória como presidente do Brasil, o que mais marcou Fernando Collor foi o confisco do dinheiro da poupança de milhões de brasileiros. Esta foi uma das 27 medidas econômicas anunciadas pela equipe de Collor dias depois da posse. O objetivo era controlar a inflação alta da época.

Há relatos de pessoas que teriam tirado a própria vida diante do desespero de ter o dinheiro confiscado pelo Governo Federal da época. No post sobre a prorrogação do auxílio emergencial, Collor foi criticado por muitos internautas, que recordaram o confisco da poupança.