Polícia Federal entra na casa de Wilson Witzel e acusação é gravíssima

PF faz buscas contra governador do RJ, Wilson Witzel, em investigação sobre hospitais de campanha.

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A Polícia Federal surpreendeu os cariocas e Fluminenses nesta terça-feira, 26 de maio. Os investigadores iniciaram a chamada Operação Placebo. Um dos alvos é o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, do PSC. Witzel é ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro, mas nos últimos meses eles trocaram ataques. Além do governador, outras pessoas são investigadas, como a esposa do político.

Ao todo, segundo informações do portal de notícias G1, são doze mandatos de busca e apreensão. Por se tratar de uma autoridade graduada do poder executivo, Wilson Witzel só pôde ser investigado, após uma autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os últimos dois governadores do Rio de Janeiro também passaram por situações parecidas. Pezão e Cabral foram investigados e, posteriormente, presos. 

O governador do Rio de Janeiro era investigado há pelo menos quinze dias. Um dos locais onde houve as buscas de apreensão foi a casa do governador, no Grajaú. Wilson Witzel é ex-juiz federal e a operação investiga fortes indícios de corrupção com o uso do dinheiro para o combate ao coronavírus. 

Mesmo com a pandemia em curso, os indícios de gastos irregulares são tão altos que levaram os investigadores a agirem. Entre eles, está o superfaturamento na compra de insumos, como respiradores. Os chamados hospitais de campanha também não ficaram prontos (com exceção do hospital do Maracanã).

O governo chegou a cogitar nem abrir algumas unidades, mesmo após gastos orçados (até o final do combate ao coronavírus) de cerca de R$ 700 milhões.