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Covid-19: a triste realidade das crianças com microcefalia vítimas do Zika em meio pandemia

As mães de crianças com microcefalia devido ao Zika Vírus temem passar pela pandemia.

Divulgação/G1
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A maioria das pessoas deve se lembrar das crianças vítimas da epidemia do Zika Vírus em 2015. As grávidas que tiveram Zika acabaram tendo crianças com microcefalia. A vida dos pequenos que tiveram problemas por causa da doença não é nada fácil. Ela é repleta de terapias, pois é isso que garante um melhor desenvolvimento. Para quem não se recorda, o estado de Pernambuco foi um dos mais afetados do Brasil.

No estado, existem atualmente cerca de 421 vítimas dessa má-formação. Há cinco anos, pelo menos 266 crianças nasceram com a Síndrome Congênita do Zika Vírus. As crianças que nasceram com microcefalia, devido à epidemia provocada pelo mosquito Aedes Aegypti, tiveram o tratamento interrompido em março deste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. Esse fato acabou trazendo ainda mais transtornos para as famílias dos pequenos portadores da doença.

Uma das crianças afetadas é o pequeno kauan, filho de Jennifer Oliveira, de 26 anos. A família reside em Nova Descoberta, comunidade que fica localizada na Zona Norte do Recife. “A vontade que dá é de colocar ele numa bolinha de vidro e proteger de todo mal. Nossos filhos estão regredindo. Não vou dizer que em tudo, mas em uma parte, sim. É muito difícil estimular eles em casa, mas a gente faz o que pode. Meu maior medo é que Kauan precise usar uma sonda para se alimentar”, falou a mãe do pequeno.

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O garotinho de cinco anos faz terapia ocupacional, motora, respiratória e fonoaudiológica. Esse conjunto de tratamentos que são realizados pela criança permite que ele consiga até mesmo frequentar a escola. No entanto, a rotina acabou sendo afetada em março. Tudo por causa de uma das notícias que a mãe mais temia, a chegada da Covid-19 em Pernambuco.

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A situação deixa a mãe de Kauan muito preocupada, assim como outras mamães de pequenos com microcefalia, já que a maior parte é de baixa renda. Além da falta dos tratamentos terapêuticos, as famílias também precisam lidar com a falta de acompanhamento médico e remédios.

Jennifer conseguiu receber o auxílio emergencial do governo federal, mas sobrevive atualmente com a ajuda de familiares e doações. Inclusive, a casa onde mora foi cedida por sua avó. Em fevereiro deste ano foi aprovada a concessão vitalícia de uma pensão para as crianças com microcefalia provocadas pelo zika vírus, porém somente teve direito quem já recebia o BPC – Benefício de Prestação Continuada.

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