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Esta mulher salvou milhares de crianças judias do horror nazista

Estima-se que ela tenha salvado mais de 2.500 crianças dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Grande Guerra.

Divulgação/Portal Hypeness
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A ativista Irena Sendler trabalhava como assistente social em Varsóvia, capital da Polônia, um dos maiores países da Europa Central. Em 1939, Hitler teve uma ofensiva no país, durante a Segunda Guerra Mundial. Neste mesmo período, ela organizava ações sociais comunitárias no Departamento de Bem-Estar Social da Capital Polonesa.

No ano seguinte, surgiu um local que ficou conhecido como Gueto de Varsóvia, onde os alemães exilavam judeus capturados e os mantinham em condições sub-humanas, antes de enviá-los aos campos de concentração, onde seriam assassinados, também conhecidos como campos de extermínio.

Inconformada com o horror que o povo judeu passava no Gueto, Irena se associou ao Zegota, o Conselho Polonês de Auxílio aos Judeus. Na época, ainda com a autorização dos alemães, ela fazia trabalhos de assistência social que só nazistas acreditavam serem apenas um tipo de esmola aos judeus antes do extermínio. Entretanto, Irena tinha outros planos.

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Começou a propor que as famílias entregassem suas crianças para uma tentativa de fuga do Gueto de Varsóvia, para que também não acabassem sendo enviadas aos campos de concentração. Aos poucos, as fugas foram logrando êxito e ao todo conseguiu evitar a morte de mais de 2.500 inocentes.

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Assim, ficou conhecida como “O Anjo do Gueto de Varsóvia”. Durante um ano e meio ela retirou crianças em ambulâncias, cestos, carros de mercadorias e até mesmo em caixões, alegando serem casos de doenças e morte. Ela também organizou arquivos onde registrou nomes falsos junto aos nomes originais, bem como outros dados, a fim de que as crianças pudessem vir a recuperar suas identidades no futuro.

Em 1942 ela foi descoberta, presa e torturada. No colchão de uma cela ela encontrou um pedaço de tecido com a imagem de Jesus Cristo, a qual teve a oportunidade de entregar ao Papa João Paulo II, em 1979. Ela encontrou na fé a força necessária para, mesmo sob tortura, não entregar outros membros do plano.

Irena sobreviveu a tudo isso, porém a maior parte das famílias judias acabou sendo exterminada. Algumas crianças conseguiram acesso aos dados enterrados pelo Anjo, que recebeu muitas honrarias do povo judeu.

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