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Jogador profissional vira feirante durante coronavírus e se orgulha: ‘não tenho vergonha’

O atleta precisou mudar de ramo para conseguir levar o sustento financeiro para dentro de sua casa.

Coluna do Leo Dias/UOL | Divulgação
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Diante da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o jogador Gedeilson Oliveira, cuja última passagem foi pela equipe do Madureira, no Rio de Janeiro, precisou se reinventar para superar a crise. Sem a renda do futebol, paralisado por tempo indeterminado, a situação dos atletas e demais profissionais ligados ao esporte segue bastante comprometida.

Para conseguir levar o sustento até sua casa, o lateral-direito com passagens por Macaé e Volta Redonda optou por abrir uma barraca de frutas em Bangu, onde se tornou feirante. É do comércio que Gedeilson passou a complementar a renda, diante das incertezas que pairam sobre o futuro do futebol brasileiro, sobretudo com relação aos clubes menos badalados.

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“A vergonha que teria seria de chegar em casa e minha filha pedir alguma coisa e eu falar pra ela que não poderia dar. Pra não chegar a esse ponto, preferi agir antes. Não tenho vergonha”, disse Gedeilson em entrevista para o jornalista Leo Dias, publicada em sua coluna no portal UOL.

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O atleta profissional recorda ainda que muitos colegas de profissão não têm a mesma coragem que ele, achando vergonhoso o fato de um jogador de futebol se tornar feirante, ou passar a exercer outra profissão análoga para conseguir levar o sustento para dentro de casa. Com pensamento diferente, Gedeilson deixou o recado para estes companheiros.

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“Muitos jogadores teriam vergonha, mas se eu tivesse chance de deixar uma mensagem pra eles seria para colocar vaidade de lado, que não leva o ser humano a lugar nenhum”, afirma Gedeilson, que aos 11 anos já trabalhou em um sacolão vendendo frutas e legumes.

Escrito por Henrique

Henrique Furtado é um redator que gosta de ocupar o seu tempo livre lendo notícias, e noticiando aquilo que acha mais interessante.