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O Brasil começa a dar o troco em empresário que defendeu ‘5 ou 7 mil mortes’ para a economia não parar

Ele fez uma declaração polêmica em abril, assim que o Brasil começou a sentir os primeiros efeitos da pandemia que assola o mundo inteiro.

Divulgação: Madero | Montagem: Anna Muller
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Junior Durski, dono da famosa rede de restaurantes Madero, apoiador declarado de Jair Bolsonaro, fez uma declaração polêmica em abril, assim que o Brasil começou a sentir os primeiros efeitos da pandemia que assola o mundo inteiro.

No dia 23 daquele mês, o empresário postou um vídeo em sua conta no Instagram criticando as medidas de isolamento social, o que causou o fechamento de todo tipo de empresa que não são consideradas essenciais, incluindo shoppings, restaurantes, lojas de roupas e outras mais.

“O Brasil não pode parar dessa maneira. O Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem que essa condição de ficar parado assim. As consequências que teremos economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”, disse.

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Junior ainda afirmou que a empresa dele teria condição suficiente de se manter com as portas fechadas durante seis meses, e que não pretendia demitir funcionários, o que não aconteceu. Em em meio à pandemia, a Madero demitiu 600 funcionários.

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Junior defendeu que o Brasil não poderia parar por ‘5 ou 7 mil mortes’, declaração que causou muita polêmica nas redes sociais. O empresário foi duramente criticado pelos internautas e chegou a ser “cancelado”, o famoso boicote direcionado a uma personalidade que agiu de maneira preconceituosa, condenável ou polêmica.

Empresário reabre loja em Curitiba, mas “chora” a falta de clientes

Após a reabertura do comércio em Curitiba, nesta última sexta-feira (15), o empresário se viu surpreso com a falta de clientes no local. A informação foi dada em primeira mão pelo portal Jornal da Região. Durante entrevista ao canal Band News, o dono da Madero revelou que, na loja que recebia 400 pessoas por dia, agora recebe no máximo 30.

Ele acredita que muita gente não está saindo de casa devido ao medo de contágio, mas o verdadeiro motivo pode ser muito diferente. A declaração de que o Brasil não poderia parar por ‘5 ou 7 mil mortes’ causou muita revolta, o que pode estar causando o boicote prometido naquela época.

Para diminuir esse impacto, ele está repensando o valor do produto comercializado. O menor valor do cardápio é de R$ 40,00. “É hora da gente se reinventar”, disse.

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Anna Müller

Escrito por Anna Müller

Bastante ativa nas redes sociais, escrevo conteúdo sobre os mais diversos assuntos para a plataforma i7 Network.