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Cerveja contaminada pode ser o motivo da doença misteriosa, que matou homem em MG

Portal G1/Backer
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A Polícia Civil divulgou na última quinta-feira, 9 de janeiro de 2020, laudos que confirmam a presença da substância dietilenoglicol em lotes de cervejas produzidas em Belo Horizonte. Essa substância pode ser a responsável pela morte de um homem e a internação de sete pessoas no Estado de Minas Gerais, desde o final de 2019.

Bastante comum em sistemas de refrigeração, graças a sua ação anticongelante, o dietilenoglicol não possui cheiro. A ingestão do produto causa insuficiência renal e problemas neurológicos graves, podendo ocasionar a morte. Dezenas de casos de intoxicação com esta substância foram registrados.

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Para Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, a “doença misteriosa” pode não ter sido causada pela substância, já que a mesma não é utilizada para fabricação de bebidas. Ele também comenta que o sistema de refrigeração das cervejarias não tem nenhum tipo de contato com a bebida em si, já que o líquido passa por tubos isolados, chamados de serpentinas.

Os sintomas da doença, que ainda não foi identificada, são: dores abdominais, vômito, paralisia facial, cegueira parcial e insuficiência renal. Dos oito pacientes diagnosticados com essa síndrome, um morreu. Na maioria dos relatos, os sintomas começaram no dia 19 de dezembro de 2019.

Baker, empresa responsável pela fabricação da bebida, garantiu que a substância encontrada não tem relação com o processo de produção. Os lotes distribuídos para comércio serão recolhidos. Em 2005, a empresa inaugurou uma cervejaria artesanal. Em 2019, recebeu o prêmio de melhor cerveja das Américas.

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