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Governo libera 63 agrotóxicos, com 7 novos entre eles

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Nesta terça-feira, dia 17, o Ministério da Agricultura realizou a liberação de 63 novos agrotóxicos, sendo 7 dos mesmos novos (56 eram genéricos de pesticidas que existem já existem no mercado). Com o ritmo de permissão de novos agrotóxicos mais rápido da história as autorizações para liberações dos produtos totalizam 325 no ano de 2019, sendo maior que o mesmo período do ano de 2018 em 16.

Dentre os novos produtos autorizados, estão agrotóxicos que fazem uso do princípio ativo dinotefuram que é usado para controle de insetos que fazem a sucção da planta como, por exemplo, percevejos. Sendo o princípio ativo dinotefuram considerado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) extremamente toxico e proibido na União Europeia (exceção apenas para o uso doméstico).   

Segundo o Governo, a aceleração na velocidade das liberações se deve as medidas de desburocratização que foram implementadas nas filas de registros a partir do ano de 2015, de acordo com o ministério a razão disso é para substituir produtos antigos por novos com menor toxicidade. Porém, para os ambientalistas, é apenas uma tentativa de alavancar o que ficou conhecido como “pacote de veneno”, a conhecida lei 6.299/02, que está em discussão na Câmara.  

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O registro, antes de ser aprovado, tem de passar por 3 órgãos de inspeção a Anvisa (avalia os possíveis riscos a saúde), o Ibama (avalia os possíveis riscos ambientais) e por fim o Ministério da Agricultura (avalia a eficácia em conter as pragas do campo).  

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Apesar desta rígida fiscalização o ritmo de aprovações dos agrotóxicos continuam alto e vale lembrar que muitos destes produtos podem ser extremamente nocivos à saúde humana.

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