Ex-Testemunha de Jeová abre o jogo e revela supostos casos de abuso infantil dentro da religião

Ex-membro das Testemunhas de Jeová comenta sobre abusos infantis dentro da religião.

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Uma ex-Testemunha de Jeová, chamada Barbara Anderson, foi membra desta religião por 43 anos. Ela chegou a trabalhar na sede deles no famoso bairro do Brooklyn, em Nova York, de 1982 até 1992. Nos últimos três anos dentro da organização, ela fez pesquisas sobre a história real do movimento, escrevendo diversos artigos para a revista Despertai!, publicação quinzenal distribuída no mundo todo.

Dentre esses estudos ela pesquisou também sobre os casos de abuso sexual infantil dentro da religião, o que levou ela a entrevistas e programas de televisão e rádio, sendo considerada uma crítica pública das políticas de abuso sexual.

O álbum organizado por Bárbara tem o seguinte título: “Segredos de pedofilia numa religião americana – Testemunhas de Jeová”. Este polêmico acervo reúne casos de abusos sexuais praticados contra crianças por seguidores e diretores da Associação Torre de Vigia. O material completo reúne 5 mil páginas de denúncias contra membros da igreja.

Além disso, o material mostra como estes crimes supostamente foram acobertados pelo corpo dirigente da associação, com a finalidade de evitar que os pedófilos recebessem punição. Na maioria dos casos, os supostos abusadores ainda continuaram com seus cargos de líderes. Ela relata que a punição máxima para estes caso foi somente a perda do alto cargo dentro da organização por um tempo, retornando depois.

No seu estudo, Barbara reúne 12 casos que estão tramitando na justiça americana desde 1999. revelando ainda que muitos acordos foram feitos em décadas anteriores. Ainda segundo dados contidos no material, os acordos entre as vítimas são propostos por advogados do movimento como forma de abafar o caso e impedir uma exposição negativa.

Este estudo relata detalhadamente os nove casos que foram feitos acordos desde 2007, que envolve 16 vítimas e 8 abusadores. Os processos foram abertos em 2003 e 2006 por um escritório de advocacia em Fort Worth, no Texas. Os principais réus são de uma congregação em Oregon, outra no Texas, sete na Califórnia e uma em Nova York, na sede mundial da denominação.

Este caso remete ao escândalo dos padres americanos que praticavam pedofilia e que foi divulgado no ano de 2002. A diferença entre os casos é que os TJ fizeram acordos individuais e secretos. Confira um vídeo na íntegra de Barbara falando sobre o caso.

Todos os casos de abuso teriam sido encerrados sem qualquer direito a apelação. Ainda de acordo com a pesquisa, as crianças abusadas estariam sendo abrigadas ou recebendo ajuda dos molestadores, o que facilitava este contato.