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Bolsonaro permite mudanças nas cervejas: novos preços chamam atenção, qualidade pode mudar

Reprodução: Blog do Esmael

Nesta terça-feira (09), o presidente Jair Bolsonaro editou o decreto relacionado à padronização das bebidas no país. Nesse sentido, ressalta-se que foi realizada uma alteração no tocante à composição, fato este responsável pela promoção de diversas mudanças ligadas às cervejas e aos materiais utilizados em sua produção.

Desse modo, com a edição do decreto, merecem destaque os ingredientes que passaram a ser permitidos na produção das cervejas, são eles: substitutos do lúpulo, espuma artificial e qualquer tipo de corante. Além disso, diante das alterações realizadas, também foram extintas as regras que vedavam a adição de álcool e de água externa das fábricas. 

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Sob a ótica dos reflexos dessas mudanças, torna-se válido ressaltar algumas ressalvas feitas pelo biólogo e cervejeiro, Felipe Lima. De acordo com ele, as alterações irão fazer com que as grandes cervejarias tenham um gasto menor na produção, tendo em vista o baixo custo dos novos materiais que passaram a ser permitidos. Porém, fazendo uso desses ingredientes, segundo o biólogo, dificilmente será produzido um produto de boa qualidade.

Ainda sob a análise de Felipe Lima, pode-se dizer que as mudanças no decreto irão prejudicar os pequenos produtores, favorecendo apenas as grandes empresas, que irão pagar um menor preço pela produção. Já no tocante ao novo produto, feito com os ingredientes permitidos, o biólogo destaca: “abrem o precedente para a cerveja se tornar cada vez mais artificial, com uma espuma de mentirinha, um sabor de mentirinha, e fazendo mal à saúde”.

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Por fim, chama-se a atenção para um dos mais importantes reflexos do novo decreto: a questão envolvendo a saúde do consumidor. Com destaque para as observações feitas por um cervejeiro popular do Rio de Janeiro, Diogo Cavalheiro, responsável por fazer um alerta sobre a quantidade de agrotóxicos que será direcionada à bebida, tendo em vista que os produtores não serão mais obrigados a utilizarem malte de origem estrangeira, podendo fazer uso do brasileiro, que possui um alto teor de defensivos agrícola.

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