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Após fugir do país ameaçado de morte, ator gay da Globo culpa presidente

Fotomontagem: Blog Sala de TV / Foto: Alan Santos/Presidência da República
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Nesta quarta-feira (22), em uma entrevista ao jornal Extra, o ator da Globo Leonardo Vieira, informou os motivos que o levaram a deixar o Brasil. Sendo assim, chama-se a atenção não apenas para a orientação sexual do global, mas principalmente para as ações do atual governo.

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Nesse sentido, torna-se possível estabelecer uma espécie de hierarquia entre os fatores geradores do êxodo, assumindo caráter principal: o fato de Bolsonaro ter vencido as eleições presidenciais de 2018. Diante desse contexto, destacam-se as características peculiares do regime político vigente no país, marcado por um elevado grau de conservadorismo, prezando pelas famílias patriarcais e relações heterossexuais.

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Confirmando as alegações de Leonardo, podem ser citados alguns dados relacionados a um aumento da violência referente a LGBTfobia, durante o período das eleições. De acordo com informações cedidas pelo Disque 100, em outubro de 2018 (época eleitoral), registrou-se uma incidência 272% maior do tipo de crime citado. Especialistas afirmam que alguns eleitores, ao se depararem com discursos antigos de Bolsonaro, sentem-se instigados à prática de tais atos.

Diante dessa temática, Leonardo relatou já ter sido vítima de ameaças de morte pelo simples fato de ser gay. Segundo dados fornecidos por Julio Pinheiro Cardia, ex-coordenador da Diretoria de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos, no período entre 2011 e 2018, foram computadas 4.422 mortes de homossexuais. De acordo com essas informações, pode-se dizer que a cada 16 horas uma pessoa é vítima da homofobia no Brasil.

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Desse modo, o global optou pela mudança de país, deixando de viver em sua terra natal, visando melhores oportunidades de vida em Portugal, ao lado de seu cônjuge. A mudança foi justificada, tomando como base, principalmente, a relação direta entre as ações do atual presidente e os índices de homofobia, de acordo com a opinião de Leonardo. “Aqui não há um presidente que faz cortes na educação e estimula o uso de armas por crianças. Aqui em Portugal a extrema direita não está no poder”, disse o ator.

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