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Mayaro: conheça a nova doença que pode ser transmitida por pernilongos

Téssia Pessoa

Mayaro – novo vírus da família do chikungunya – foi encontrado no estado do Rio, detectado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. A doença pode ser transmitida pelo Aedes aegypti e também pelo pernilongo comum, o que pode acabar causando uma epidemia que se alastrará do Sudeste para todo o país.

Com a existência destes mosquitos por todos os lugares, a situação se torna alarmante, uma vez que o clima tropical brasileiro é propício a perpetuação essas espécies, além de que há uma proliferação cada vez mais acentuada nos lixos acumulados e descartados inadequadamente, nas águas paradas e em outros focos que podem ser evitados com a ajuda da população.

Segundo o Jornal Nacional, o vírus já era endêmico na região amazônica e, em 2016, começou a ser encontrado no Rio de Janeiro, com casos confirmados de contaminações em três moradores de Niterói, que não viajaram para a região, mas apresentaram sintomas como febre alta, dores musculares, dores intensas nas articulações, manchas vermelhas e náuseas. Sinais que podem persistir por meses, causando hemorragias e até morte.

O último boletim da Secretaria Estadual do Rio de Janeiro, emitido em 14 de maio, registrou 26 mil casos de chikungunya. Outros casos ocorridos não foram confirmados porque o diagnóstico não identificou a doença, mas sim um vírus com sintomas muito parecidos com os do chikungunya, gerando suspeitas de que fosse o mayaro.

De acordo com o médico virologista Amílcar Tanuri, chefe do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, em entrevista ao Jornal Nacional, é preciso realizar uma força-tarefa e investigar por meio de testes moleculares, durante a fase aguda da doença, uma vez que na sorologia, o vírus pode ser confundido. De uma forma geral, ele disse que o mayaro não é tão perigoso quanto o chikungunya.

Ainda não existe vacina para o mayaro, por isso previna-se contra os pernilongos e o Aedes aegypti, evitando matas sem proteção e usando repelentes.

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Escrito por Téssia Pessoa

Jornalista

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