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Idosa fica curada da depressão acolhendo dezenas de bebês: ‘louca’

Foto: Liliane Souza/G1 Santos
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Dona Inês Bordinhon é o nome dessa simpática senhora que encontrou uma forma trabalhosa, mas muito agradável para combater a depressão.

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Essa vovozinha tem 65 anos de idade e é moradora de Santos em SP, onde tomou conhecimento de um projeto que mudaria sua vida para sempre, principalmente em relação ao profundo estado de tristeza que a acometia logo após ter ficado viúva e já ter seus filhos adultos, apesar de possuírem fortes laços familiares.

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Para ela, a morte do marido transformou tudo em um vazio enorme, o que a levou a procurar meios para preenchê-lo da maneira mais eficaz possível. E foi dessa forma que dona Inês teve a ideia de começar a percorrer por diferentes locais que pudessem aceitá-la para a realização de trabalhos voluntários, como asilos e escolas.

Apesar de toda essa procura, nenhuma dessas parcerias foi capaz de trazer a alegria completamente de volta ao coração da aposentada.

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Foi então que ela descobriu o ”Família Acolhedora”, um dos programas oferecidos pelo Juizado de Menores, que visa restabelecer a segurança, acolhimento e atenção aos menores que estejam passando pela privação de tais cuidados por parte de seus genitores ou mesmo que necessitem de afastamento dos mesmos como forma de proteção preventiva.

A vovó Inês rapidamente se cadastrou no Família Acolhedora e passou a fazer o trabalho voluntário que consiste em receber e cuidar das crianças em situação de risco por um determinado período de tempo, depois devolvê-las às suas respectivas famílias de origem ou, caso isso seja impossível, entregá-las à adoção.

Ela tomou tanto gosto por cuidar de bebês que, em 10 anos de voluntariado, já passaram 19 bebezinhos em sua casa, os quais receberam muito amor e carinho dessa avó. 

Todos os bebezinhos entregues aos cuidados de dona Inês são fruto de pais dependentes químicos, que não tem casa ou vivem outra situação que, naquele momento, exponha os menores ao perigo.  

São dadas poucas informações a ela sobre o histórico dos bebês, mas o importante é que sua casa e seus braços estão sempre abertos para receberem mais uma criança, dando a elas todo o amor e proteção que deveriam receber de seus genitores biológicos. 

Ela conta que a permanência deles sob sua guarda já durou de vinte dias a um ano e seis meses e que aprende coisas novas todos os dias com todo o amor que recebe de volta. 

Com a demanda de tantos bebês já acolhidos, Inês prefere deixar a casa sempre preparada, com ar alegre, aconchegante e cheia de brinquedinhos.  

Durante a estadia deles ela tem o cuidado de fotografá-los utilizando as fotos mais tarde para presentear as suas famílias com álbuns e também para compor sua coleção de quadros com a foto de cada um deles na parede da sala de casa. 

Dez anos após acolher a primeira bebê, ela continua feliz, empolgada e muito bem disposta, desperta bem cedinho para realizar a higiene do bebê atual e alimentá-lo, além de conseguir dar conta das tarefas domésticas durante as sonecas dele.   

Emocionada, contou que já foi chamada de louca por vizinhos e familiares, todos achavam que deveria curtir a vida de viúva e criticavam muito sua atitude mas, atualmente, as críticas se tornaram elogios e admiração ao verem o quanto ser uma mãe acolhedora tem feito bem para a saúde de dona Inês.  

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