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Colunista declara que o massacre foi feito com a intenção de se tornar viral

Reprodução / Twitter Branton Tarrant

Enquanto o Brasil lidava com o massacre na escola de Suzano onde dois adolescentes invadiram uma escola e saíram disparando contra alunos e funcionários, deixando várias vítimas, o mundo ficava sabendo de mais um massacre que ocorreu na manhã desta sexta-feira (15). 

Um homem armado invadiu uma mesquita na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, onde havia cerca de 300 pessoas, 49 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. O massacre foi transmitido ao vivo pelo próprio assassino e logo milhares de pessoas estavam online assistindo.

De acordo com o com o colunista Charlie Warzel, que trabalha no jornal famoso dos Estados Unidos The New York Times, o vídeo que foi transmitido ao vivo através de uma câmera no capacete usando pelo assassino e teve a duração de 17 minutos, foi tempo suficiente para que viralizar e tomar conta das redes sociais. O ato foi considerado um dos mais perturbadores e de alta definição de um ataque em massa na era digital.

Para Charlie, a intenção do assassino era conseguir a atenção do mundo, e ao cometer o massacre, conseguiu ter isso. Acontece que esse não foi o primeiro ato de violência a ser transmitido em tempo real. No ano de 2015, duas pessoas que trabalhavam como repórteres em Roanoke, na Virgínia, foram assassinados por um atirador que postou as imagens no Twitter. Depois de algum tempo, um aplicativo de transmissão ao vivo sofreu duras críticas após um adolescente ter transmitido seu suicídio ao vivo.

Apesar de outras transmissões ao vivo terem ocorrido desse porte, desde o final de 2015 onde a ferramenta de vídeo ao vivo estreou, usuários já transmitiram outros crimes. No entanto, o caso do tiroteio em Christchurch parece distinto. A gravação feita contém diversas referências à cultura online, essa trilha digital que o atirador deixou para trás parece representar uma motivação supremacista branca para o ataque. 

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