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Bolsonaro e Doria se unem e dão xeque-mate no crime organizado

Reprodução / Câmara dos Deputados / Governo de SP / TV Globo
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A cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que surgiu nos presídios paulistas, nos anos 1990, e se espalhou para praticamente todo o país, foi transferida para presídios federais em Porto Velho, Mossoró e Brasília, na quarta-feira (13).

Este foi um trabalho conjunto entre a Justiça, o governo estadual, comandado por João Doria (PSDB), e o governo federal, sob o comando de Jair Bolsonaro (PSL). A operação foi um xeque-mate na organização criminosa. Os líderes só ficaram sabendo da transferência no dia em que ela aconteceu.

A determinação para a transferência foi feita pelo juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci. O juiz prezou pelo sigilo. Advogados e familiares dos presos não foram informados sobre a transferência. Esta decisão atendeu pedido do secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, em carta enviada ao juiz no dia 11 de dezembro.

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Doria afirmou que o Estado apenas cumpriu determinação da Justiça e disse que a transferência já poderia ter sido feita antes. “O Estado não será refém do crime, o crime é que vai ser refém do Estado”, afirmou o governador. Agora, os presos estão sob custódia do governo federal.

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A transferência dos 22 líderes da facção, entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, tido como o número 1 do PCC, contou com um forte de esquema de segurança. Eles só ficaram sabendo que seriam transferidos quando entraram no avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Marcola está no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, em uma área de mata densa e na divisa com o Amazonas. No dia seguinte à transferência, a polícia prendeu 326 integrantes do PCC em São Paulo.

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Diogo Marcondes

Escrito por Diogo Marcondes

Jornalista formado desde 2015. Jornalista por vocação desde que nasceu. Redator da i7 Network desde 2015.
Fale comigo: diogojornalismo@yahoo.com.br