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Tia de jogador morto no CT do Flamengo detona: ‘preferiram que morressem num contêiner’

Reprodução / Flamengo / TV Globo

Simone de Souza, tia do jogador Jorge Eduardo, conhecido como Jorginho, esteve no Instituto Médico Legal (IML), neste domingo (10), onde o corpo do sobrinho aguarda para ser liberado. A mulher se mostrou revoltada com toda a situação e criticou o Flamengo por não resolver questões burocráticas mais de 48 horas depois do incêndio no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, na sexta-feira (8).

O Flamengo não tem nada, o Flamengo não tem arcada dentaria, nada. De Além Paraíba que estão trazendo. Não têm nada, nada. A arcada dentária que eles falam que têm é o orçamento que se faz no dentista, é o que falaram para a gente. Isso não é suficiente“, diz Simone.

Segundo ela, a família do garoto tem o desejo de liberar o corpo para fazer o enterro na cidade onde ele nasceu. Jorge Eduardo é uma das dez vítimas fatais do incêndio no CT do Flamengo. 

“A única coisa que eu quero é a liberação do corpo dele. Levar para a cidade dele onde todo mundo está esperando. Se fosse para morrer num contêiner, ele morreria dentro de casa, ou dentro da comunidade, na minha casa, onde ele queria morar. Mas preferiram que ele morasse num contêiner”, desabafou, mostrando um documento em mãos que precisou levar ao IML para que o garoto seja identificado.

O Flamengo emitiu nota para responder Simone de Souza. No texto, o clube afirma que todos os atletas do clube passam por avaliações médicas com realização de exames minuciosos. O clube diz ainda que todas as demais avaliações foram enviadas para o IML assim que foram solicitadas.

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Escrito por Diogo Marcondes

Jornalista formado desde 2015. Jornalista por vocação desde que nasceu. Redator do i7 Network.

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