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Brumadinho: primeiro corpo é retirado de dentro do ônibus que está submerso na lama

Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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Brigadistas levaram aproximadamente 07 horas para retirarem o primeiro corpo que estava no ônibus. Ontem conseguiram localizar um ônibus que estava submerso na lama, o trabalho teve início na parte da manhã e levou quase o dia todo.

Após conseguirem alcançar o ônibus, foi preciso chamar um helicóptero para que trouxesse serras elétricas e outros equipamentos de perfuração, foram horas de trabalho até finalmente conseguirem remover parte da lataria tendo acesso ao interior do ônibus, quando abriram avistaram uma perna, o corpo estava preso na lama, após quase uma hora conseguiram remover o corpo por completo.

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Nesta terça-feira (29), bombeiros afirmaram que é extremamente baixa a chance de encontrarem sobreviventes, um dos motivos seria devido à lama que vem dificultando os trabalhos pelas buscas. A Defesa Civil afirmou que são 279 os desaparecidos. Dos corpos encontrados, 35 foram identificados, mas outras 386 pessoas dadas como desaparecidas foram localizadas.

Vale ressaltar que o desastre de Brumadinho-MG pode ser considerado o maior acidente de trabalho. Só serão contabilizados como vítimas de acidente de trabalho os funcionários da Vale, incluindo os terceirizados. A maioria das pessoas ainda desaparecidas são funcionários da mineradora.

O professor de direito do trabalho, na Universidade de Guarulhos (UNG), Gleibe Pretti, declarou que o maior acidente registrado no Brasil até então tinha sido o desabamento de um galpão em Belo Horizonte na qual deixou 69 mortos em 1971.

No Brasil e no mundo, há muito casos não conhecidos. Se a gente falar de Serra Pelada, por exemplo, os garimpeiros costumavam descer por grandes escadas rudimentares. Quando quebrava um degrau em cima, o trabalhador caía sobre os outros. Muitos morriam e eram enterrados ali mesmo. Contam que a Praça dos Três Poderes, em Brasília, é um cemitério de operários pela quantidade de gente que morreu ali. Sem falar na Transamazônica, que tem mortes até hoje. Também só sabemos das mortes na China quando alguém vaza”, afirmou.