Alterado, Edir Macedo chama fiéis de ‘mula sem cabeça’ e revolta: ‘comerciante da fé’

O vídeo foi gravado ontem e está gerando muita revolta nas redes sociais; Edir Macedo ainda não se pronunciou.

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Edir Macedo é considerado hoje um dos maiores líderes religiosos do mundo. Fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e proprietário do Grupo Record e da RecordTV, a terceira maior emissora de televisão do Brasil, Edir causou revolta na internet na manhã desta segunda-feira.

Semestralmente acontece em todos os templos da IURD uma campanha chamada de “Fogueira Santa de Israel”, onde a Universal interpreta que as ofertas dadas pelos fiéis aproximam o homem de Deus. Diferentemente dos relatos bíblicos, que as ofertas eram feitas sacrificando animais, na campanha da Universal o sacrifício deve ser feito em dinheiro ou bens materiais, como carros ou imóveis, entregues diretamente no altar em data especificada pelos pastores. Em troca disso, baseado na Teologia da Prosperidade, o sacrifício pode resultar na realização de sonhos antes impossíveis. 

Para incentivar os participantes do evento, vários testemunhos de pessoas que supostamente foram abençoadas após deixarem seu sacrifício no altar são reproduzidos. Há quem considera que tudo não passa de teatro, são pessoas treinadas e preparadas com o poder de persuasão. 

Em um vídeo postado na página “Falsos Profetas”, Edir Macedo chama os participantes da Fogueira Santa de “mula sem cabeça”. Isso porque, segundo ele, o sacrifício de muitos não era o suficiente para receberem o Espírito Santo e que Deus não aceitou a oferta. Ele ainda ressaltou que essas pessoas continuariam com a mesma “porcaria de vida”, devido à baixa contribuição.

O vídeo causou revolta na internet. Alguns internautas detonaram a atitude do bispo e até o chamaram de comerciante da fé. Veja alguns comentários:

Macedo sempre fez questão de deixar claro que os dízimos e ofertas das pessoas repassados à IURD, são investimentos para ajudar a si próprias e não a IURD. Os recursos provenientes dos dízimos e das ofertas seriam utilizados para pagar as despesas da igreja, entre eles a manutenção dos templos, programas de rádio e televisão, folha de pagamento dos funcionários, aluguéis, ajuda de custo aos pastores e bispos, entre outros gastos.