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Evangélica troca de igreja por preconceito com suas roupas: ‘Era chamada de pirigospel’

A secretária Isa Morais hoje frequenta uma igreja para LGBTs em Osasco.

UOL
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Algumas denominações evangélicas tendem a ser rígidas no que diz respeito às roupas das fiéis. Geralmente, essas regras variam de acordo com a congregação, mas em linhas gerais aconselha-se o uso de blusas com mangas, saias na altura do joelho ou até mesmo abaixo, e principalmente cuidados com transparências, estampas e decotes. 

No entanto, nem todas as mulheres estão de acordo com essas regras e se vestem como bem entendem. Foi assim que a secretária Isa Morais acabou enfrentando alguns problemas na Igreja Quadrangular que frequentava desde sua infância. 

Isa costumava ir aos cultos usando saia curta, sapatos com salto alto e batom escuro. Ela sempre foi contra o padrão de vestimentas estabelecido pela igreja e sempre se posicionou contra a ideia de que a mulher deve ser submissa ao homem. 

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Por conta desse seu comportamento, Isa passou a ser chamada de ‘pirigospel’ pelas costas. O termo pejorativo é utilizado quando uma evangélica é considerada ‘piriguete’ por outros fiéis da mesma igreja. 

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A conversa com o pastor

O estopim de Isa foi quando o pastor da congregação a chamou para uma conversa e lhe pediu para tomar mais cuidado com suas vestes e maquiagens para não escandalizar os irmãos da igreja. Isa estaria chamando a atenção de homens casados que não tiravam os olhos dela no culto.

Essa conversa foi a gota d’água para ela que resolveu se assumir lésbica e deixar de vez a congregação que não lhe permitia ser como era. Hoje a secretária frequenta a igreja criada para os LGBTs, a Comunidade Cristã Nova Esperança, onde pode professar sua fé com a roupa que bem entende.

Procurada pelo portal Uol, a igreja Quadrangular não quis se pronunciar sobre o caso. Lembrando que o nome utilizado é fictício para preservar a identidade da jovem.

Jean Marangoni

Escrito por Jean Marangoni

Influenciador digital responsável pelas páginas 'Mussum Sinceris' nas redes sociais, trabalho também com jornalismo online há 3 anos. Para sugestões entre em contato: jeanmarangoni@gmail.com