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Internet virou palco de agressões e preconceitos entre eleitores

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Os relatos sobre agressões por motivação política mais do que dobraram nos últimos dias, de acordo com o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). São mais de 2,7 milhões de postagens na internet com comentários preconceituosos aos gays, lésbicas e transexuais.

Desde que confirmou o segundo turno para presidente, entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e o Fernando Haddad (PT), as agressões vem aumentando na internet. Os candidatos condenaram a violência por parte dos eleitores.

O estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV mostra que os comentários agressivos no mês de setembro foram de 1,1 milhão. E em pouco mais de 5 dias, após o resultado das urnas, o número subiu para 2,7 milhões.

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Um dos casos de agressões que repercutiram nos principais jornais do país, e que terminou em morte, foi o do capoeirista Moa do Katendê, fundador do grupo de afoxé Badauê, que levou 12 facadas em um bar em Salvador, após discussão política e desentendimento de ideologias.

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A comunidade LGBT vem se manifestando solidariedade as vítimas de preconceitos e homofobia. São muitos que se manifestam nas redes sociais em busca de justiça. Para eles, “a grande maioria dos atos violentos parte dos eleitores do candidato Jair Bolsonaro, que são mais resistentes a novas políticas de inclusão social e cultural”.

Porém, o diretor do departamento da FGV, Marco Aurélio Ruediger, disse que as agressões são generalizadas, e os eleitores de Bolsonaro também sofrem represálias na internet. É uma situação em que o ódio vem tomando conta do povo brasileiro.

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