in

13 Reasons Why: estudo revela o que os jovens opinam sobre temas polêmicos retratados na série

Abordando temas delicados como suicídio e bullying, a série 13 Reasons Why teve grande repercussão. A produção levantou discussões na área da saúde, na imprensa e de modo geral, principalmente sobre a forma como escolheu mostrar os temas na história.

A produção narra a trajetória de Hannah Baker (Katherine Langford), uma jovem que envia caixas com fitas de áudio para vários colegas, explicando para cada um os treze motivos que a levaram a cometer suicídio. Para a jovem, cada colega que recebe a carta fez algo que a motivou a tirar a própria vida. 

No entanto, a proposta do enredo não foi bem aceita por todos. Enquanto algumas pessoas acreditam que a série abordou o tema de forma clara e prática, outras acham que o suicídio foi glamourizado. Além disso, profissionais de saúde mental também atentam para a possibilidade de imitação das atitudes de Hannah. Segundo eles, a série pode proporcionar pensamentos suicidas em jovens. 

O impacto da série no Brasil

No Brasil, segundo o psiquiatra Christian Kieling, não há estudos bem definidos sobre o impacto das pessoas a respeito do suicídio na ficção e entre famosos, embora sempre tenha havido uma grande discussão acerca do assunto. De acordo com Kieling, a preocupação maior é pelo fato de o número de suicídios terem aumentado, tornando-se uma das principais causas de mortes entre jovens. 

Para comprovar a ligação entre o impacto da série e pensamentos suicidas, foi feita uma experiência. Alguns estudiosos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre ouviram os depoimentos de 21.062 jovens que assistiram a produção e comentaram a linha tênue entre ficção e realidade. 

Entre os adolescentes que não apresentavam sinais de adoecimento mental, um total de 4,7% revelou pensar mais em suicídio. Já entre jovens com adoecimento mental e que já haviam tentado o suicídio, o número foi mais alarmante: 21,6% tiveram mais desejo de tomar esta decisão após ver o conteúdo televisivo. Apesar de grande parte dos dados ser alarmante, também houve pontos positivos, entre eles o fato de 90,1% dos adolescentes entrevistados praticar menos o bullying depois de ver a série. 

Para AlexandrePaim Diaz, a mídia deve ser cautelosa ao abordar o suicídio, já que nem todas as pessoas reagem de forma positiva. "Há estudos europeus e coreanos, que mostram um aumento do suicídio após se noticiar a morte de atrizes e pessoas mais célebres", ressalta. 

Leia Também

Next post

‘O Tempo Não Para’ – resumo de quarta-feira (08): Samuca beija Marocas

Idosos fogem de asilo para irem a festival de rock