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Mãe joga bebê do sexto andar para ‘acertar’ lata de lixo em São Paulo, mas castigo chega rápido

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Uma história terrível ganhou destaque no G1 nessa semana. O Ministério Público (MP) denunciou a mãe da recém-nascida encontrada morta dentro de um contêiner de lixo em Santos, no litoral de São Paulo, por homicídio qualificado. Ana Carolina Moraes de Souza, de 29 anos, também responderá por ocultação de cadáver. O pai foi denunciado por favorecimento pessoal, por ter ajudado Ana Carolina a se esconder após o crime.

Mãe joga filho e pai teria ligação com crime, em Santos, litoral de SP

A menina foi encontrada por um catador de latinhas que vasculhava uma lixeira, localizada na Rua Bahia, no bairro Gonzaga, um dos mais tradicionais da cidade. Ela estava envolvida em dois sacos plásticos, além de jornais, lenços umedecidos e, também, uma fronha, cujo par foi encontrado dentro do apartamento do casal, que havia jogado o bebê do sexto andar pelo fosso de lixo do prédio de classe média em que moravam.

De acordo com o promotor do MP, Fernando Akaoui, Ana Carolina cometeu homicídio qualificado. "As qualificações são o motivo torpe e o meio cruel de tentar matar a criança, já que, primeiramente, ela tentou asfixiar a recém-nascida e, ainda, perfurá-la, e depois o lançamento da bebê, dentro do saco plástico, pelo duto de lixo do prédio, o que causou o traumatismo craniano, motivo da morte", explicou. Além disso, a denúncia possui agravantes por ser contra um descendente e criança.

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Ana Carolina pode pegar de 12 a 30 anos de prisão pelo homicídio, e ainda responderá por ocultação de cadáver. A prisão preventiva de Ana Carolina foi decretada e a jovem continua presa. Já o pai do bebê, Guilherme Bronhara Martinez Garcia, de 29 anos, responderá em liberdade após ser denunciado por favorecimento pessoal. "De certa forma, ele tentou ajudar a menina a se esconder da Justiça", contou o promotor.

 

O crime

 

A recém-nascida foi envolvida em dois sacos plásticos, além de jornais, lenços umedecidos e, também, uma fronha, cujo par foi encontrada dentro do apartamento do casal, e jogada do sexto andar pelo fosso de lixo do prédio de classe média em que o casal morava.

A queda, segundo o IML, foi a causa da morte, já que foi constatado traumatismo craniano na criança. Além disso, a análise preliminar afirma que o bebê sofreu asfixia mecânica antes de ser arremessado.

De acordo com o delegado Renato Mazagão Júnior, responsável pelo caso, no apartamento, foi localizada uma lixa metálica e pontiaguda, o que reforça a hipótese de ela ter sido usada para a asfixia, já que a criança tinha ferimentos de perfuração no pescoço.

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