Polêmico, procurador revela técnicas de Gilmar Mendes contra operação Lava Jato

Através das redes sociais Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato, faz declarações reveladoras e sofre processo disciplinar que está sendo considerado mordaça.

Carlos Fernando dos Santos Lima, o procurador da Lava Jato, usou as redes sociais para dar sua opinião sobre o rumo das investigações. Ele apontou as intenções de Gilmar Mendes, o ministro do Supremo Tribunal Federal. Há várias tentativas de frear as investigações, de acordo com a Lava Jato.

No Facebook, Carlos Fernando falou sobre as táticas usadas por Gilmar Mendes para impedir o avanço das investigações. Entre os destaques durante a investigação estão o impasse com as conduções coercitivas, as vinte e uma revogações de prisão e as críticas de Mendes sobre as entrevistas concedidas pelos investigadores.

O comportamento de discordar, de Gilmar Mendes, demostram, para Carlos, a tentativa de barrar o avanço das operações. Segundo Carlos, a Lava Jato usa instrumentos com bases legais para combater e investigar crimes.

Pessoas da alta sociedade e com grande poder estão envolvidas em atos ilícitos, por isso o procurador reforçou sua tese dizendo que a resistência, por parte de alguns, para com as investigações da Lava Jato, já eram esperadas.

O procurador da Lava Jato informou que mesmo se os agentes públicos se posicionassem contra, não atingiriam o cerne das investigações. De acordo com o portal "O Antagonista", a Lava Jato permitiu expor partidos políticos e parlamentares, deixando crimes à mostra para a população.

Depois dos comentários polêmicos, nas redes sociais, Carlos Fernando está sofrendo um processo disciplinar. Ele chegou a publicar dizendo que Michel Temer era leviano, fazendo com que um processo contra ele fosse aberto, para impedir que as opiniões de procuradores fossem expostas na internet.

Para alguns, o inquérito trouxe clareza sobre o esquema de mordaça à Lava Jato. Isso também teria a intenção de provocar medo nos envolvidos das investigações, fazendo com que eles não manifestem suas opiniões sobre o caso. O Conselho Nacional do Ministério Público afirmou que calar um procurador da Lava Jato é impor mordaça.

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