Precisamos entender os sinais

As últimas eleições municipais têm revelado um fenômeno importante: a difícil interpretação do real significado das mensagens que as urnas nos trouxeram. Tenho recebido alguns comentários em minha rede social que denota um grande desconhecimento dos reais e verdadeiros motivos que me levam a apoiar alguns candidatos da centro direita e a bater forte em partidos que defendem as ideologias de esquerda. 

Por que assim me posiciono?

Antes de mais nada, existe um princípio básico que norteia a maioria dos cidadãos que pensam como eu: para nós, crime é crime e bandido é bandido, seja o infrator de que partido for. Não importa, errou tem que pagar pelo crime cometido, doa a quem doer.

Outro detalhe importante é a definição clara que temos sobre democracia e sobre liberdade de expressão. Liberdade é liberdade, opressão é opressão, sejam elas praticadas nos EUA ou em Cuba. Não relativizamos o conceito de acordo com os nossos interesses ideológicos. Esse é um dever inalienável do cidadão e sobre hipótese alguma poderá ser afetado e atingido.

Justiça social, outra grande polêmica. Quem disse que os cidadãos que defendem um posicionamento semelhante ao meu não estão preocupados em fazer justiça social? Educação de qualidade, um sistema de saúde público digno e que realmente funcione, segurança pública eficiente, trabalho pleno é o nosso sonho e o nosso grande objetivo à ser buscado.

Esses objetivos não são propriedade de nenhuma corrente ideológica. O que difere realmente são os planos e as estratégias que os dois grupos defendem para atingir tais objetivos.

Alguns conceitos e definições também geram confusão. Vejamos:

Definição de trabalhador é outro conceito “difícil” de entender. Considero trabalhador todo aquele cidadão que levanta cedo, toma o seu café, se desloca para o seu trabalho no intuito de ganhar honestamente o pão de cada dia que alimentará a sua família, e que a noite, volta cansado e com a sensação de dever cumprido (para com sua família, para com a sociedade e para com o seu país) para a sua residência, seja ele um operário de alguma metalúrgica qualquer, um médico ou um investidor da bolsa de valores.

Educação: acredito que a função da escola seja de transmitir valores e princípios básicos que permitam ao jovem se transformar em um cidadão honesto e digno, sem se esquecer de sua função principal: transmitir conteúdos e matérias que proporcionem o jovem a se tornar um bom profissional. Não é função dos professores a doutrinação ideológica e muito menos se meter na orientação sexual de nossos filhos.

Sexualidade: quem disse que não respeitamos a diversidade sexual? Acredito que o amor não tenha sexo. Respeito toda e qualquer opção sexual assumida por qualquer indivíduo ou grupo. 

O que realmente nos incomoda e a maneira que esses grupos encontraram de defender suas posturas e seus posicionamentos. Se tornaram agressivos e “heterofóbicos”. Querem impor a todo custo sua ideologia de gênero, passando como um trator sobre as pessoas que pensam diferentes, sejam elas crianças, adultos ou idosos.

Propriedade privada: outro ponto polêmico. Me digam um setor onde a gestão pública foi melhor que a gestão realizada pela iniciativa privada no Brasil. O mérito e a competência são massacrados pelos interesses ideológicos e o fisiologismo da gestão pública. E o direito de defesa de nosso patrimônio, adquirido com o suor de nosso trabalho, onde fica? Não é um dever e uma obrigação do estado? É justo punir o mérito, a dedicação, o esforço e a iniciativa? O empreendedorismo gera desenvolvimento, que gera trabalho, que gera riquezas, que gera novos investimentos que leva a distribuição de riquezas e a legítima e genuína justiça social.

Divisão de classes entre ricos e pobres, negros, brancos e índios, homens, mulheres e feministas, etc e tal, são outras estratégias utilizadas pela esquerda para dividir e manipular a sociedade brasileira e mundial.

Poderia ficar aqui escrevendo linhas e mais linhas sobre o que discordo do pensamento da esquerda brasileira, mas acho desnecessário tal atitude, pois penso que já ficou claro para quem pretende e se dispõe a compreender, que acreditar em um pensamento de centro direita, não significa ser retrógrado e muito menos radical, pelo contrário, sonhamos com uma sociedade livre e democrática onde haja espaço para todas as “tribos”, inclusive os defensores dos pensamentos que discordo.

 

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