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Neuropatia Periférica: a doença dos nervos

O stress do dia a dia está afetando a saúde da população brasileira fazendo com que ela adquira novas doenças sem que o paciente perceba, por isso tiques, formigamentos e dormências poderão despertar sinais de que algo não está bem com a saúde dos nervos.

Tais sinais podem ser sintomas de neuropatia periférica, uma doença que afeta os nervos e prejudica as suas funções. Dentre as causas estão a deficiência de vitaminas do complexo B, diabetes, alcoolismo, dentre outros, mas também pode ocorrer sem um motivo identificado ou “de nenhuma causa conhecida”.

A doença leciona o sistema nervoso periférico, bem como os nervos das extremidades dos braços e das pernas. Os seus sintomas são muitos comuns, porém pouco conhecida. Cerca de 2% a 7% da população possuem a doença que atinge principalmente idosos, diabéticos e alcoólatras.

Para o Dr. Ronaldo Herrera, neurologista especialista em neurofisiologia e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), “o sistema nervoso nos permite perceber, compreender e responder o mundo ao nosso redor. Ele coordena ações voluntárias como caminhar e ações involuntárias como a respiração e deglutição. Seu papel é vital para praticamente todas as funções de nosso organismo”, explica.

Segundo o neurologista, os sintomas da neuropatia são comuns e levam as pessoas a acharem que são coisas comuns e corriqueiras durante o corre-corre do dia a dia, o que impossibilita o doente a procurar ajuda médica.

Porém, com o progredir da doença e sem o devido tratamento, os sintomas podem se agravar surgindo dor ao simples toque, sensação de alfinetadas ou agulhadas, sensação de ardor.  Pode haver ainda a diminuição da capacidade de sentir estímulos dolorosos, redução do sentido do tato, perda de sensibilidade (sensação de anestesia), dormência, fraqueza muscular, cãibras musculares, formigamento e coceira. Surgem ainda sinais visíveis que podem incluir: dificuldades ao caminhar ou subir escadas, aumento dos batimentos cardíacos, disfunção da bexiga e tonturas.

“Nem todos têm a clareza da importância de cuidar dos nervos, e acabam ignorando os sinais da neuropatia. Mas quando os incômodos são negligenciados por tempo demais – chegando a 50% ou mais do tecido nervoso danificado – a neuropatia pode levar a danos irreversíveis. O estágio máximo é atrofia do membro, podendo levar a perda funcional total”, afirma o Dr. Ronaldo.

 

Para diagnosticar a doença é preciso que o médico investigue o paciente por meio de anamnese, exame físico, neurológico e outros exames a serem solicitados pelo especialista.

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Marli Prado Ulprist

Jornalista, assessora de imprensa e sócia - diretora do 1 News Brasil, formada há mais de 10 anos em comunicação social com habilitação em jornalismo. Amo a minha profissão e escrever é o que mais gosto, é mais que um hobby, é muito amor envolvido em cada matéria. Para entrar em contato comigo mande um e-mail para marli@1news.com.br

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