Trump venceu. E agora, Brasil?

Hoje (9) o dia amanheceu risonho para uns… mas, para outros, o despertar foi como se tivessem acabado de assinar a sua sentença de morte. Donald Trump presidente? Desculpem-me o desabafo e as palavras feias, mas hoje vale tudo: merda, merda, merda! A América de Trump, desencantada, xenófoba e um verdadeiro espetáculo de circo, é hoje o grande espelho da América maioritária. Surpresa, ou não, a verdade é que o mundo, e eu também, ainda está a digerir a vitória do republicano, que bateu Hillary Clinton em vários Estados-pêndulo. E o que mais me assusta é a tendência que o mundo ganha para ditadores! Agora, que já não me resta um pingo de esperança e o inimaginável aconteceu (para muitos, é claro!), é hora de pensar: como ficamos no meio de tudo isso?

 

Apesar de Trump não ter mencionado o Brasil em sua campanha, muito pouco ortodoxa, o êxito do republicano pode afetar a economia do país por causa de imprevisibilidade – segundo adianta o BBC Brasil. Mas como, ao certo, a vitória do republicano tem impacto no Brasil? Segundo adiantam alguns especialistas ao G1, a eleição de Trump não deve afetar diretamente as relações entre Brasil e Estados Unidos. “A América Latina e o Brasil em particular não estão na mira de nenhuma ação abrupta do governo americano. Então se fosse Hillary ou se fosse Trump, não muda nada”, diz Carlos Pio, cientista político e professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

 

Segundo Denilde Oliveira, professora de Relações Internacionais da ESPM, o Brasil só seria prejudicado caso o empresário colocasse em prática as políticas que se opõem ao livre comércio com a China. Consequentemente, o impacto na economia chinesa iria se refletir no Brasil, uma vez que a China é um importante parceiro comercial brasileiro. No entanto, o fato de a economia brasileira ser bastante diversificada e ter parcerias muito amplas garante que o Brasil não deve sofrer efeitos diretos em decorrência da vitória de Trump.

 

Segundo Carlos e Denilde, só a partir de janeiro de 2017 é que se poderá saber com mais clareza qual será a linha de ação de Trump. A partir desse período, o republicano já estará à frente do país e terá montado a sua equipe – que poderá ser decisiva na liderança e condução de alguns temas polêmicos levantados pelo substituto de Obama, como o da imigração. “Já faz um tempo que o governo dos Estados Unidos tenta restringir a imigração, e vai continuar assim. O que se espera é que haja mudança em relação ao tratamento de imigrantes ilegais”, destaca o cientista político.

 

 

 

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