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Operador de Cabral confirma que anel de diamantes de Adriana Ancelmo foi propina

Carlos Miranda também explicou o papel de cada integrante do esquema criminoso de propinas.

Carlos Miranda, um dos operadores do suposto esquema de corrupção liderado pelo ex-governador do estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, relatou durante seu depoimento na 7ª Vara Federal Criminal nesta quinta-feira (7) que empresas contratadas pelo Estado pagavam 5% por contrato à organização criminosa de Cabral. Além disso, o delator também confirmou a afirmação do empresário da Delta Construções, Fernarndo Cavendish, que havia declarado o abatimento de parte da propina repassada ao ex-governador no valor de R$ 800 mil referente a um anel comprado para ex-primeira dama Adriana Ancelmo.

 

“Fernando Cavendish me informou que tinha esse gasto para ser descontado desta propina e eu fiz a contabilidade desse valor”, relatou ao juiz Marcelo Bretas.

Carlos também descreveu o papel de cada integrante dentro do esquema criminoso. Segundo ele, Luiz Bezerra atuava como seu funcionário e passou a recolher todo dinheiro vivo após a aparição de seu nome na operação Castelo de Areia, no ano de 2010. A orientação de ordenar outra pessoa para o recolhimento de dinheiro vivo foi dada por Sérgio Cabral.

 

A audiência realizada diz respeito à ação penal derivada da Operação Ratatouille, que propagou a existência do esquema de pagamento de proprinas em relação aos contratos do setor alimentício do estado do Rio de janeiro durante o governo de Cabral. Nesse esquema, além do envolvimento de Sérgio Cabral, foi comprovada a participação de Carlos Miranda, Luiz Carlos Bezerra e Marco de Luca.

 

 

 

 

 

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