Planeta dos Macacos, a Guerra traz encontro da distopia com o mundo moderno

A década de 60 foi produtiva para os filmes distópicos, pessimistas e noir. Uma geração que cresceu após a quebra da bolsa e que via no futuro um ambiente desértico, figurativa e literalmente. Nesse contexto que foi filmado o Planeta dos Macacos, filme no qual um astronauta cai em um mundo dominado por macacos falantes e cuja força de trabalho é de humanos animalizados. Não à toa agora foi entregue o prequel definitivo desse filme.

Verdade que o prequel na verdade é uma sequencia de filmes que leva em consideração os tempos atuais como viabilizadores de uma série de eventos que nos encaminha até o futuro distópico do filme original. E essa prequel foi concluída com êxito com o lançamento de Planeta dos Macacos, a Guerra, final da trilogia que conta a história de Cesar, o primeiro grande líder dos macacos.

Infelizmente, quem não assistiu aos demais filmes deve ficar bem perdido nesse, então recomenda-se ver a sequência, iniciada em 2011 e que conta de maneira bem fechada os eventos necessários para a condução ao cenário apocalíptico descrito. Contudo, se pensado de maneira una, é uma boa história bem conduzida pelo diretor Matt Reeves, que contou com um belo elenco de apoio e traz algumas surpresas interessantes em seu enredo.

O filme consegue um bom equilíbrio entre ficção, drama e ação pura, e permite que o expectador saia com uma pulga atrás da orelha, pois embora seja um filme de macacos, fica mais claro do que nunca que o homem é o lobo do homem.

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Benedito Villela Alves Costa Junior

Contador de histórias apaixonado por filmes, séries, livros e música. Colunista, articulista, palestrante, professor e outras coisitas mas. Wonderlust.

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