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Belo Monte: segundo delator, Palocci negociou propina para PT e PMDB

Em depoimento de delação premiada, Otávio Azevedo, ex-presidente da holding Andrade Gutierrez, apontou o ex-ministro Antônio Palocci como o principal responsável por negociar propinas nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. 

Palocci é suspeito de ter movimentado mais de R$128 milhões em propina da holding, e como pagamento dos serviços prestados, pediu 1% do valor da obra, dinheiro esse que já tinha destino certo: uma parte seria paga para João Vaccari Neto, do PT, o para o então Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do PMDB.

De acordo com Azevedo, toda a negociação aconteceu em Brasília, em um apartamento que fica na região da Asa Norte. O encontro aconteceu logo depois da então ministra da casa Civil, Erenice Guerra, fazer um comunicado informando que a proposta da Andrade Gutierrez havia sido acolhida. Azevedo afirmou que Palocci lhe disse que o governo pretendia consolidar o consórcio tal qual Erenice havia comunicado, com a Andrade na liderança das obras, mas, para isso, “seria importante que houvesse a contribuição financeira para apoio político” ao PT e PMDB. 

Depois disso aconteceu outro encontro, este em São Paulo no escritório de Palocci. Foi neste encontro que os nomes de Vaccari e Lobão foram indicados para receber a “contribuição”. O dinheiro da propina foi pago na sua maior parte em forma de doação eleitoral. Lobão teria indicado o filho, Márcio Lobão para receber o dinheiro que seria a parte do PMDB. Autoridades suíças confirmaram a existência de contas da família Lobão no país. Os investigadores encaminharam pedido de cooperação internacional para receber as informações bancárias.

 

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Nellysson Silva

Sócio-fundador do portal 1News Brasil. Quer falar comigo? Fique à vontade: nellysson@1news.com.br

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