BrasilNOTÍCIAS

A criança autista e o ambiente escolar

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes síndromes que podem manifestar-se em conjunto ou separadamente levando o paciente a ter dificuldades de comunicação e relacionamento social. No Brasil já são quase dois milhões de casos da doença e há mais crianças no mundo com o TEA do que com AIDS, câncer e diabetes juntos.

 

Segundo o DR. Drauzio Varella o TEA é marcado por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

 

O paciente com TEA enfrenta suas primeiras dificuldades na vida no universo escolar, ainda na infância. Para a Dra Dayse Serra, Psicopedagoga e doutora em Psicologia Clínica essas dificuldades ocorrem por causa da forma de falar, de expressar emoções, de entender linguagem subliminar, expressões faciais e mudanças de tom da voz.

 

A criança muitas vezes não consegue compreender explicações do professor e as histórias dos livros, por isso a própria alfabetização já se torna um grande desafio tornando-se impossível que se desenvolva a capacidade de ler e entender o mundo a sua volta, diz a Dra.

 

Em muitos casos os problemas aumentam com a falta de habilidade de professores e pedagogos que não sabem como se processa o pensamento de um autista. Para alfabetizar e educar um aluno com TEA é necessário entender o funcionamento do transtorno, suas alterações no que diz respeito à percepção de mundo, as sensações, os medos e seu desempenho linguístico.

 

Para a Psicopedagoga o modelo mais adequado que facilita o processo de alfabetização é o fônico. Esse método ensina primeiro os sons de cada letra e então constrói a mistura desses sons em conjunto para a pronúncia completa da palavra. Por meio dele, pode-se produzir a consciência fonológica e a criança consegue adquirir compreensão do que ela está lendo.

 

O segundo passo é trabalhar mais a imaginação do aluno. A Dra Dayse explica que ao fazer algum tipo de leitura espontânea, é preciso ajudar o aluno a dar sentido à história. É fundamental que se aprenda a construir uma frase e um sentido. Deve-se sempre perguntar sobre o que está entendendo. Uma pessoa que não faz inferência ou uma dedução, não tira uma extração de significado.

O diagnóstico de autismo traz sempre sofrimento para a família inteira. Por isso, os familiares e todos que convivem com o paciente precisam conhecer as características da doença e aprender técnicas que facilitam a autossuficência e a comunicação da criança e o relacionamento entre todos que com ela convivem.

 

Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços nesse sentido.

Leia Também

Marli Prado Ulprist

Jornalista, assessora de imprensa e sócia - diretora do 1 News Brasil, formada há mais de 10 anos em comunicação social com habilitação em jornalismo. Amo a minha profissão e escrever é o que mais gosto, é mais que um hobby, é muito amor envolvido em cada matéria. Para entrar em contato comigo mande um e-mail para marli@1news.com.br

ARTIGOS RELACIONADOS

error: Conteúdo Protegido!

AdBlock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios.