Inferno na Grenfell Tower em Londres, que lição aprendemos?

Drama e Tragédia na Grenfell Tower, fatalidade ou economia com a segurança?

Por: Antonio Carlos Meninéa 18/06/2017 - 22:57/ Editado em 18/06/2017 - 23:14
Reprodução/Google
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O fatal incêndio em um prédio residencial em Londres, na Inglaterra, nos remete a tristes lembranças. Só para recordar os midiáticos podemos citar os incêndios do Gran Circus Norte Americano, Niterói (RJ) 1961, Edifício Andraus (SP) 1972, Edifício Joelma (SP) 1974 e Boate Kiss, Santa Maria (RS) 2013.

O Edifício Grenfell Tower, em Londres, foi construído em 1974 com vinte e quatro andares e mais de cento e cinquenta apartamentos. Sofreu reforma que foi concluída em 2016 ao singelo custo de dez milhões de libras. Sendo assim, como explicar uma tragédia dessa magnitude um ano após reforma milionária? Para entender o que pode ter ocorrido falamos com Alexandre Sousa Takahashi, bombeiro civil há 13 anos, especialista em simulados de incêndio hospitalar, instrutor de brigada de incêndio e técnico de segurança do trabalho. Para Alexandre, não restam dúvidas de que "uma coletividade de erros" foi a fonte dessa tragédia, que poderia ter sido evitada.

Autoridades alegam que um revestimento inflamável acabou sendo o agente causador da velocidade absurda da propagação do incêndio. Na realidade, informações dão conta de que foi comprado revestimento mais barato com alto teor inflamável. Economia na segurança? Segundo Alexandre, a propagação rápida, causada por esse revestimento altamente inflamável, deu origem a fumaça que instantaneamente se transformou em gás combustível, elevando drasticamente a temperatura e atingindo os andares superiores.

Como escapar de uma ação tão rápida e feroz do fogo? Indaga o especialista. Para ele, não há sistema de combate que quebre a reação em cadeia numa intensidade tão grande como ocorrido nesse incêndio. Diz ainda o especialista que é muito complicado especular pois as notícias e informações são desencontradas, mas uma coisa é certa, havia material altamente inflamável pelo prédio, basta ver a velocidade da propagação do incêndio. Também se constata que não existiam medidas de segurança, brigada de incêndio ou pessoas treinadas para organizar o combate ao fogo. Os sistemas de prevenção de incêndios como sirenes, sinais de alerta e equipamentos para combate ao fogo, se é que existiam, não funcionaram. Resumo da ópera, pessoas inocentes que se encontravam em seus apartamentos acreditando que estavam seguras, perderam suas vidas e pelo que tudo indica por negligência e descaso das autoridades competentes, que tinham o dever de preservar suas vidas.

Para Alexandre, a lição que fica é que não basta entender as razões, é necessário aprender que a prevenção é a pedra chave para o combate a incêndios. Se houvesse um sistema de prevenção com uma equipe bem treinada e capacitada tendo em mãos todos os equipamentos de combate a incêndios, existiria a possibilidade de evitar a rápida propagação do fogo, dando tempo dos Bombeiros chegarem para que mais vidas pudessem ser salvas. Infelizmente, isso não ocorreu.   



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Antonio Carlos Meninéa

Carioca quase paulista é Bacharel em Direito pelo Mackenzie vivendo em Sampa desde 1992. Apaixonado por futebol já escreveu dois livros sobre o esporte bretão e faz parte do Grupo de Literatura e Memória do Futebol- Memofut/SP.

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