Boicote ao Festival Audiovisual de Cinema em PE: a ditadura ainda nos ameaça

O boicote ao Festival Audiovisual de Cinema em PE (Cine PE), por vários diretores de cinema, é um sinal inequívoco e perigoso de que a ditadura ainda nos ameaça. A liberdade de expressão, a pluralidade ideológica e o respeito à diversidade, são valores inalienáveis de qualquer democracia. Todo e qualquer tipo de censura, venha ela de onde vier, precisa ser detectada, denunciada e combatida por toda a sociedade.

Ficamos horrorizados quando vemos nos noticiários internacionais ditadores oprimindo, torturando, enclausurando e assassinando os seus opositores. É repugnante o que está acontecendo hoje na Síria, na Venezuela e em muitos países africanos. Como pode as populações se sujeitarem a situações tão indigna, injusta e humilhante?

Na maioria destes países os sistemas ditatoriais foram se implantando de forma gradual, suave e imperceptível.Quando a população “acordava” já estava encarcerada na arapuca dos ditadores sanguinários.

Como isso pode ser feito? Qual a estratégia utilizada pelos ideólogos totalitários para conseguir dominar toda uma nação, conduzindo-a para o matadouro sem que seja emitido um único berro sequer ?

Como um mágico que teve seu truque revelado para a sua platéia, hoje, podemos compreender com mais facilidade, a tática e a estratégia utilizada por esses doutrinadores das mentes coletiva.

O truque é simples, porém eficaz e cruel.

Com a sutileza e o cuidado com que um pedófilo se aproxima de uma criança indefesa, precisam convencer a sociedade desavisada que suas idéias esdrúxulas e inexequíveis são as melhores para todos nós. Para que isso ocorra, oferecem-nos, inicialmente, “doces e presentes” para ganhar a nossa confiança. Depois vem os afagos íntimos e finalmente a violação propriamente dita. Nada melhor que o meio cultural e intelectual para iniciar este processo de sedução maldito.

Nas escolas, nas universidades, nos noticiários, na música, nas novelas, nas mini-séries, nas peças de teatro, nos filmes e nos livros introduzem lentamente suas idéias. Vão doutrinando aos poucos um exército de desavisados, fazendo-os crer que tudo que difere do que foi ensinado é politicamente incorreto, errado e injusto.

Lentamente essas pessoas vão aprendendo conceitos equivocados do que realmente significa liberdade de expressão, facismo, totalitarismo e democracia.

Como uma anoréxica que não reconhece sua extrema magreza frente ao espelho, não enxergam atos totalitários e antidemocráticos, opressão, perseguição política e ideológica, intolerância religiosa, sexual ou étnica, roubos e corrupção quando são praticados por seus pares. Uma verdadeira miopia, melhor cegueira coletiva.

Em um artigo publicado no site Gazeta do Povo, o autor Jones Rossi, em 15/05/17, denuncia um grave episódio de censura e segregação intelectual praticada contra o diretor de cinema José as Teófilo, que produziu um documentário sobre o filósofo Olavo de Carvalho.

“Birra de cineastas com Olavo de Carvalho é atentado contra liberdade de expressão. Retirada de filmes do Cine PE Festival Audiovisual denota postura censora e autoritária que jamais seria esperada de quem trabalha com arte.”

Continua: …”Se retiraram do Cine PE os filmes “Abissal” (CE), “A menina só” (SC), “Baunilha” (PE), “Iluminadas” (PE), “Não me prometa nada” (RJ), “O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras” (PE) e “Vênus: Filó, a fadinha lésbica” (MG). Com a retirada, o festival, que seria realizado do dia 23 a 29 de maio, foi adiado.”

“Josias Teófilo, diretor do documentário sobre Olavo de Carvalho, disse em depoimento à editora Ruth de Aquino, da revista Época, que desde que começou a fazer o filme sua vida em Brasília ficou “insustentável”. “Grandes festivais disseram que eu não era bem-vindo e que nunca mais eu conseguiria dirigir nada.”

Fatos como esses são inadmissíveis e devem ser repudiados por toda a nossa sociedade.

Não podemos tolerar atitudes tão preconceituosas e autoritárias por parte dos defensores da ideologia socialista/comunista. Começam sua opressão e a sua perseguição pelo campo das idéias e depois avançam para o campo físico, aprisionando, torturando e assassinando os seus opositores.

Quem dúvida ou acredita que seja mais um posicionamento de “um coxinha” qualquer, basta dar uma olhadinha no que está acontecendo em nossa vizinha Venezuela.

Precisamos acordar enquanto ainda há tempo.

O conceito de liberdade e de democracia, compreendido e praticado pela esquerda, difere de modo radical do conceito praticado nos verdadeiros países democráticos do planeta. Desde quando Cuba e Venezuela são exemplos de democracia a ser seguidos pelo Brasil?

Para finalizar, vejam o que o PSOL publicou em sua página oficial em relação à Venezuela :

“Por coerência não poderíamos nos furtar a assumir posição diante das próximas eleições, previstas para 14 de abril, declarando nosso apoio à candidatura de Nicolás Maduro, por expressar a continuidade dos valores da Revolução Socialista Bolivariana”, afirma o PSOL, ao final de sua nota.”

Amigos, precisamos ficar espertos e atentos, porque na verdade, “Os anos NÃO eram assim”.

Viva a nossa democracia.
Viva a nossa amada bandeira verde-amarela.
Viva ao nosso amado Brasil.

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