O antigo ditado popular “Aos amigos os benefícios da Lei, aos indiferentes a Lei, ao inimigos o rigor da Lei”, vem bem a calhar quando ponderamos decisões tomadas quando o suspeito está a esquerda ou a direta da balança.

Por tentar obstruir as investigações da operação mais popular do país, a Lava Jato, o ex-senador do Partido dos Trabalhadores Delcídio do Amaral foi imediatamente preso, prisão essa que poderia ser revertida por seus amigos de cargo e não foi. Amaral seguiu na prisão, ‘topou’ uma delação premiada e veio a perder o seu mandato em votação no plenário.

Quando um árbitro de futebol não marca pênalti por um ‘agarra-agarra’ dentro da área, julgamos que este critério valha para ambos os times correto?

Grampeado pelas investigações da mesma operação, o senador da situação, Romero Jucá do PMDB nem de longe sofreu com os mesmos critérios do ‘rigor da Lei’ aplicado ao seu colega de cargo. Com declarações notórias de que estaria encampando um ‘abafa’ na Lava-Jato, o senador não foi preso, afastado, julgado e nem condenado. Para não dizer que nenhuma sanção foi aplicada neste sentido, Temer afastou Jucá, até então seu ‘homem-forte’ e líder de governo… Por quê?

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